Além do Lucro: A Importância Crucial da Proteção

Além do Lucro: A Importância Crucial da Proteção

Em um ambiente de negócios cada vez mais imprevisível, focar apenas no faturamento não é mais suficiente. É preciso adotar uma visão holística que inclua a proteção como investimento estratégico em cada decisão. Neste artigo, exploraremos por que empresas de todos os portes devem priorizar seguros, cibersegurança e proteção de dados para garantir sobrevivência empresarial a longo prazo.

Proteção Empresarial como Pilar de Sustentabilidade

Em 2023, as seguradoras no Brasil arrecadaram R$ 3,2 bilhões em apólices empresariais (janeiro a outubro), registrando um crescimento de 19,6% em relação ao ano anterior. Em 2024, o setor manteve o ritmo e cresceu mais 12% no número de apólices para empresas. Mesmo com esse avanço, apenas 20% dos empreendimentos contratam seguro empresarial, principalmente por desconhecimento das vantagens, e não por custo.

As apólices modulares, que permitem escolher coberturas específicas conforme o perfil do negócio, cabem no orçamento de micro e pequenas empresas. Com 1,5 milhão de empresas abertas apenas no segundo quadrimestre recente, o momento de agir é agora.

Ao investir em seguros, você garante gestão integrada de riscos e evita longas paralisações após sinistros. Além disso, regiões como Sul e Sudeste já reconhecem os riscos climáticos, tornando esse investimento cada vez mais estratégico.

Riscos e Taxas de Mortalidade Empresarial

O índice de mortalidade mostra que muitos negócios fecham as portas antes de consolidar sua marca. Entre os MEIs, 29% encerram as atividades em até cinco anos; nas microempresas (MEs), a taxa é de 21,6%; e nas empresas de pequeno porte (EPPs), cai para 17%. Grandes discrepâncias aparecem em setores: comércio (30,2%), indústria de transformação (27,3%) e serviços (26,6%) lideram as taxas de fechamento.

As causas são diversas: falta de capacitação (42–59% dos empreendedores), gestão deficiente e eventos imprevistos, como pandemias, que impactaram 40% dos negócios citando dificuldades de crédito.

Investir em proteção não elimina todos os riscos, mas reduz drasticamente os impactos financeiros e operacionais. Empresas protegidas têm maior chance de retomar operações após crises, mantendo cultura de segurança duradoura e atraindo investidores e clientes.

Ameaças Cibernéticas e a Necessidade Urgente de Segurança

Em um mundo hiperconectado, as ameaças digitais são constantes. No Brasil, 64% das empresas relatam sofrer fraudes ou ataques com alta ou média frequência, um aumento de 7% em relação a 2021. Apesar de 84% reconhecerem a importância da cibersegurança, 23% deixam essa área de fora do orçamento.

Somente 35% das organizações têm uma área dedicada a esse tema, e apenas 25% elaboram planejamento anual. Embora 79% possuam plano de resposta a incidentes, só um terço testou esse protocolo nos últimos três meses. A contratação de profissionais é um desafio para 53% das empresas, refletindo escassez de talentos.

Em números de tentativas de fraude, já são 10,89 milhões acumulados no ano e 1,02 milhão somente no último mês. A inadimplência empresarial cresceu 24,3% em 12 meses, atingindo R$ 8,7 milhões em débitos não pagos no período.

Grandes players globais, como o Mastercard, reforçam o setor ao investir US$ 5 bilhões em empresas de cibersegurança nos últimos seis anos. Esses aportes demonstram que a proteção digital deixou de ser opcional e se tornou necessidade para manter operações seguras.

Percepção do Consumidor e Confiança

As decisões de compra estão cada vez mais influenciadas pela forma como as empresas lidam com riscos e dados. No Brasil, 90% dos consumidores consideram a proteção de dados como fator chave para confiança, acima da média global de 83%. Online, 84% priorizam a segurança das informações pessoais durante a navegação.

Além disso, 94% dos brasileiros sentem impactos das mudanças climáticas e 47% buscam produtos sustentáveis. Cerca de 49% afirmam fazer compras conscientes e 43% trocariam de marca por uma opção com melhor relação custo-benefício.

Esses dados indicam que investir em proteção, seja ambiental, física ou digital, reforça a reputação da empresa e fideliza clientes, consolidando confiança e credibilidade da marca no mercado.

Estratégias Práticas para Fortalecer a Proteção

Para transformar riscos em oportunidades, é fundamental adotar ações concretas. Abaixo, listamos passos essenciais para integrar proteção e lucros:

  • Educação contínua: promova treinamentos regulares sobre riscos climáticos e ciberameaças.
  • Planejamento anual: estabeleça um ciclo de revisão de apólices e testes de resposta.
  • Apólices modulares: personalize coberturas conforme tamanho e setor do negócio.
  • Parcerias especializadas: contrate consultorias para identificar vulnerabilidades.
  • Investimento em TI: adote soluções de IA para monitoramento e detecção de fraudes em tempo real.

Implementar essas iniciativas reduz a probabilidade de interrupções e fortalece a capacidade de adaptação a novos desafios.

Conclusão e Chamado à Ação

Ultrapassar a mentalidade de "apenas lucro" requer coragem e visão de futuro. Ao colocar proteção como prioridade estratégica, sua empresa não apenas se resguarda contra crises, mas também constrói valor intangível junto a clientes, funcionários e investidores.

Comece hoje mesmo revisando suas apólices e investindo em cibersegurança. Compartilhe conhecimento com sua equipe e estabeleça uma cultura de prevenção. Dessa forma, você garantirá a resiliência contra ataques cibernéticos e consolidará uma trajetória sólida de crescimento.

Bruno Anderson

Sobre o Autor: Bruno Anderson

Bruno Anderson é colaborador do LucroMais, produzindo conteúdos voltados ao crescimento financeiro, análise de decisões econômicas e estratégias para aumentar a eficiência do dinheiro.