Cybersecurity e Compliance: Protegendo Ativos Digitais e Informações

Cybersecurity e Compliance: Protegendo Ativos Digitais e Informações

Em um cenário de ameaças crescentes, empresas e órgãos públicos precisam unir forças para fortalecer defesas digitais e garantir a conformidade legal.

O Cenário Atual no Brasil

Em 2025, a cibersegurança no Brasil deixou de ser apenas um tema técnico e tornou-se uma pauta estratégica que envolve setores público e privado. O país enfrenta um aumento significativo de incidentes cibernéticos, fruto da diversificação constante dos vetores de ataque e da adoção de inteligência artificial por agentes maliciosos.

Segundo dados recentes, as organizações brasileiras sofreram, em média, 2.831 ataques semanais por empresa no segundo trimestre de 2025, um crescimento de 3% em apenas um ano. Esses números evidenciam a urgência de respostas coordenadas e estruturadas.

Estatísticas Essenciais

O avanço dos crimes digitais impacta diretamente a população e o mercado corporativo. Em 2024, foram registradas cerca de 5 milhões de fraudes, um crescimento de 45% em relação ao ano anterior. Em março de 2025, 38% da população sofreu tentativas de golpes bancários ou fraudes.

A maior frequência de ataques digitais é observada em 64% das empresas brasileiras, que relatam ações de média a alta frequência. Essa realidade reforça a necessidade de práticas operacionais alinhadas a políticas públicas e de investimentos em tecnologias de defesa.

Setores Críticos e Impactos

Alguns segmentos exigem atenção especial devido à criticidade dos serviços e aos dados sensíveis que manuseiam. Confira os mercados mais visados no Brasil em 2025:

  • Governo (federal, estadual e municipal)
  • Varejo
  • Setor financeiro
  • Saúde
  • Telecomunicações
  • Educação

Entre esses, o setor público lidera com 42% dos ataques direcionados, seguido pelo varejo com 19%.

O impacto de invasões pode ser devastador. Um caso emblemático envolveu o SEI (Sistema Eletrônico de Informações), onde invasores desviaram R$15 milhões e paralisaram processos administrativos em 11 ministérios.

Percepção Corporativa sobre Segurança

O Barômetro da Segurança Digital revela que 84% das companhias reconhecem a importância da cibersegurança, mas 23% não a consideram priorização orçamentária. Apenas 35% dispõem de uma área dedicada ao tema e somente um em cada quatro realiza planejamento anual.

Embora 79% afirmem ter um plano de resposta a incidentes, apenas 33% fizeram testes preventivos nos três meses anteriores à pesquisa. A escassez de profissionais especializados dificulta ainda mais, já que 53% das empresas enfrentam desafios para contratar talentos em segurança digital.

Regulamentação e Conformidade

O arcabouço legal brasileiro evoluiu para endurecer penalidades e estimular boas práticas. As principais normas em vigor são o Marco Civil da Internet, a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e o recém-aprovado ECA Digital.

A LGPD, em especial, exige que organizações adotem controles rígidos e relatem incidentes sob pena de multas e danos reputacionais. Projetos de lei em tramitação pretendem criminalizar o sequestro de dados e a extorsão digital, com penas de até oito anos de prisão.

Vetores de Ataque Predominantes

As técnicas mais exploradas pelos criminosos em 2025 incluem campanhas massivas de phishing, exploração de vulnerabilidades em infraestruturas legadas e uso malicioso de certificados digitais. A superfície de risco aumenta com a adoção de novas tecnologias sem as devidas proteções.

É fundamental entender esses vetores para antecipar defesas e não ser surpreendido por métodos já conhecidos.

Recomendações Práticas e Roadmap de Implementação

Para transformar a estratégia de segurança em ações efetivas, apresentamos um plano estruturado por fases:

Prioridade 1 — Controles de Baixo Custo e Alto Impacto (0–3 meses)

  • Implementar autenticação multifator (MFA) em contas críticas
  • Inventariar ativos e criar mapa de risco inicial
  • Aplicar patches críticos e isolar dispositivos de borda
  • Habilitar backups offline e testar restaurações
  • Treinamento rápido de conscientização e simulações de phishing

Prioridade 2 — Maturação Tática (3–9 meses)

  • Implantar sistema de logging centralizado (SIEM/MSSP)
  • Segmentar rede para separar ambientes críticos
  • Desenvolver playbooks e realizar exercícios tabletop
  • Revisar contratos e SLAs com fornecedores-chave

Prioridade 3 — Resiliência e Governança (9–18 meses)

Para alcançar níveis avançados de proteção, é necessário implementar uma estrutura de governança que envolva auditorias periódicas, certificações reconhecidas e planos de continuidade de negócios. A criação de um Centro de Operações de Segurança (SOC) interno ou terceirizado e a adoção de frameworks internacionais, como ISO/IEC 27001 e NIST, garantem visibilidade, controle e melhoria contínua.

Encerramento Inspirador

Mais do que uma exigência legal, a cibersegurança representa um compromisso com a confiança, a reputação e a continuidade dos negócios. Ao adotar práticas robustas e promover a cultura de segurança em toda a organização, é possível transformar vulnerabilidades em oportunidades de inovação.

Em um mundo cada vez mais interconectado, proteger ativos digitais é proteger pessoas, sonhos e o futuro. Comece hoje essa jornada de fortalecimento e faça da segurança digital um diferencial estratégico que gera valor, confiança e tranquilidade para todos.

Referências

Yago Dias

Sobre o Autor: Yago Dias

Yago Dias contribui com o LucroMais criando conteúdos sobre hábitos financeiros, disciplina econômica e caminhos práticos para ampliar o controle financeiro no dia a dia.