No cenário empresarial brasileiro, a integridade deixou de ser um conceito abstrato para se tornar uma moeda de valor inestimável, capaz de abrir portas e garantir sustentabilidade.
A recente Portaria CGU n.º 226/2025 marca uma virada histórica, exigindo programas baseados em evidências rastreáveis.
Este artigo explora como transformar a ética corporativa em vantagem competitiva, oferecendo insights práticos para organizações que buscam prosperar.
A Revolução Regulatória no Brasil
A Portaria CGU 226/2025 põe fim ao compliance de fachada, exigindo maturidade ética através de parâmetros objetivos.
Integrada à Lei 14.133/2021 e ao Decreto 12.304/2024, ela reforça a governança pública e a boa-fé objetiva.
Os impactos incluem uso em licitações, avaliação de contratos e reabilitação de empresas sancionadas.
Os 17 parâmetros de avaliação são essenciais para verificar a implantação efetiva.
- Comprometimento da alta direção com aprovação de políticas e alocação de recursos.
- Relatórios anuais de canais de denúncia com indicadores auditáveis e análise de reincidência.
- Responsabilidade socioambiental, direitos humanos e trabalhistas integrados aos negócios.
- Treinamentos regulares, comunicação interna ativa e diligência em terceiros.
- Integração transversal entre áreas como jurídico, financeiro, auditoria e RH.
Esses elementos visam criar um sistema imunológico organizacional contra fraudes e corrupção.
Definições e Conceitos Chave
Para entender a integridade, é crucial diferenciar conceitos como compliance e ética empresarial.
No Brasil, a integridade foca em princípios e valores, diferindo de abordagens normativas como nos EUA.
Benefícios e Valor Estratégico
A integridade se traduz em competitividade e reputação sólidas, essenciais para acesso ao mercado público.
Empresas que investem em compliance não apenas evitam sanções, mas atraem investidores e parceiros.
- Competitividade e Reputação: Ativo regulado que garante acesso, permanência e reabilitação no mercado.
- Financeiro e Lucro: Motor de valor que minimiza riscos e gera lucro sustentável, não sendo um custo.
- Governança e Riscos: Mitiga riscos contratuais e alinha-se a padrões globais como OCDE e Banco Mundial.
- ESG e Socioambiental: Inovação regulatória que exige responsabilidade em direitos humanos e trabalhistas.
- Maturação Organizacional: Prova de maturidade ética através de modelos auditáveis e evidências rastreáveis.
Esses benefícios transformam a integridade em um alicerce para o sucesso empresarial.
Estatísticas e Dados Relevantes
Segundo a Pesquisa Deloitte 2022-2024, o investimento em compliance está em alta, refletindo uma tendência global.
41% das organizações planejam aumentar investimentos, enquanto 32% mantêm ou aumentam.
As práticas mais adotadas mostram um compromisso crescente com a ética.
- Código de ética e conduta: 75% das empresas adotam.
- Comprometimento da alta administração contra corrupção: 74%.
- Avaliação de riscos em fornecedores: 73%.
- Canal de denúncias anônimas: 73%.
- Treinamentos em integridade/anticorrupção: 73%.
Esses dados reforçam a importância de ações concretas para construir programas eficazes.
Elementos Essenciais para um Programa Eficaz
Para implementar um programa de integridade robusto, é crucial focar em componentes-chave.
- Comprometimento da Alta Direção: Exemplo do topo, recursos financeiros e participação ativa em treinamentos.
- Estruturas Organizacionais: Comissão de Ética, controles internos confiáveis e canal de denúncia eficaz.
- Treinamentos e Comunicação: Periódicos, alinhados a riscos, com registros auditáveis e engajamento contínuo.
- Monitoramento e Auditoria: Relatórios anuais, análise de reincidência e diligência em terceiros para mitigar riscos.
- Cultura Ética: Construída através de decisões consistentes e envolvimento de todos os gestores, não copiada.
Esses elementos formam a base para um sistema de integridade sustentável.
Recomendações Práticas para Implementação
Comece com um diagnóstico interno usando formulários da Portaria CGU para mapear riscos e lacunas.
Fortalecer a governança é essencial, garantindo autonomia para compliance e integração com outras áreas.
- Realize treinamentos regulares e comunique valores éticos de forma contínua e transparente.
- Implemente processos antifraude e monitore indicadores de desempenho com métricas auditáveis.
- Para médias empresas, utilize kits de ferramentas como do Fórum Econômico Mundial com foco em política anticorrupção.
- Promova uma cultura de transparência e responsabilidade em todos os níveis organizacionais.
Essas ações ajudam a transformar a integridade em uma prática cotidiana e valorizada.
Contexto Internacional e Tendências
A integridade no Brasil está alinhada a frameworks globais como ISO 37301:2021 e COSO-ERM.
Isso reflete uma evolução para compliance medido e auditável, comparável internacionalmente.
Tendências incluem a integração de ESG e a consolidação da integridade como valor transversal na governança.
Organizações que se adaptam a essas mudanças ganham vantagem competitiva global.
Conclusão: Integridade como Alicerce para o Futuro
Em um mundo onde a transparência e a ética são exigidas, investir em compliance não é mais opcional.
Ao adotar práticas de integridade, as organizações constroem reputação, atraem oportunidades e garantem sustentabilidade.
A Portaria CGU 226/2025 simboliza essa transformação, tornando a integridade uma moeda forte e indispensável.
Empresas que abraçam essa jornada não apenas cumprem a lei, mas prosperam com valores éticos sólidos.
Referências
- https://www.novaleilicitacao.com.br/2025/09/12/integridade-em-xeque-a-portaria-cgu-n-o-226-2025-e-o-fim-do-compliance-de-fachada-o-marco-da-integridade-no-direito-administrativo-brasileiro/
- https://clickcompliance.com/governanca-corporativa/mecanismos-de-integridade/
- https://revista.unicuritiba.edu.br/index.php/RIMA/article/view/3891
- https://www.deloitte.com/br/pt/about/press-room/integridade-corporativa-evolucao-compliance.html
- https://lec.com.br/cultura-de-integridade-nao-se-copia-se-constroi/
- https://bertonbortolotto.com.br/compliance-gera-lucro/







